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Sustentabilidade

Fomento e Colaboração – Como concretizar parcerias com a Administração Pública

As parcerias com o poder público são grandes oportunidades para organizações do terceiro setor: viabilizam recursos, impulsionam projetos e fortalecem sua capacidade de gerar impacto social. Mas para transformar essa chance em resultado, é necessário entender como monitorar editais, participar de chamamentos públicos e aumentar suas chances de ser contemplado. O que são Termos de Fomento e Colaboração De acordo com a Lei nº 13.019/2014 — o Marco Regulatório das OSCs — existem três modalidades principais de parceria com recursos: Termo de Fomento: ideal quando a iniciativa nasce da própria organização. O Estado financia ações inovadoras da sociedade civil. Termo de Colaboração: quando o governo já define metas e contrata a OSC para executá-las. Acordo de Cooperação: não envolve recursos, mas permite uso de bens públicos e infraestrutura Serviços e Informações do Brasil Monitore os editais e participe dos chamamentos públicos Acompanhe sites do governo federal, estadual e municipal, especialmente portais de compras e de fomento (por exemplo, no Espírito Santo: SETADES). Cadastre-se em newsletters, redes OSCs e o CONFOCO, guia federal que reúne oportunidades. Para ampliar as chances de conseguir parcerias com a Administração Pública, é fundamental acompanhar os canais que divulgam editais e oportunidades. Aqui vão alguns exemplos: • Newsletters de fomento a OSCs São boletins informativos enviados por e-mail com editais abertos, oportunidades de formação e novidades do setor. Por exemplo, a Rede Filantropia (filantropia.ong) oferece boletins com editais nacionais e internacionais, além de conteúdo de capacitação para o terceiro setor; O GIFE – Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (gife.org.br), publica oportunidades e tendências em investimentos sociais; e a Plataforma Prosas (prosas.com.br) é um portal que conecta proponentes e financiadores, e também envia e-mails com chamadas abertas. A maioria desses portais tem opção de inscrição gratuita em newsletters. Mantenha o e-mail da sua entidade sempre atualizado 😉 • Redes de OSCs e fóruns locais ou temáticos Participar de redes de articulação ajuda a manter sua organização conectada com oportunidades e com outras entidades. O Observatório do Terceiro Setor (observatorio3setor.org.br) oferece conteúdos, editais e agenda de eventos. Já a Abong (abong.org.br), Associação Brasileira de ONGs, articula diversas entidades em rede, por temáticas e regiões. E há também os Fóruns Regionais de Economia Solidária e de OSCs, que vários estados e municípios possuem, como o Fórum Capixaba das OSCs. • CONFOCO: É o Guia Federal de Parcerias do Conselho de Fomento e Colaboração, responsável por acompanhar a implementação da Lei 13.019/2014 (Marco Regulatório das OSCs). No site do Governo Federal confira há uma página exclusiva com editais, manuais e orientações para parcerias com a Administração Pública, o Portal das Parcerias (conheça clicando aqui), que também fornece modelos e boas práticas para quem deseja se preparar melhor. Prepare-se para concorrer Sua entidade está devidamente regularizada? Precisa ter estatuto, CNPJ, certidões negativas e prestação de contas atualizados. Quando uma organização participa de um edital público, é essencial demonstrar que já possui experiência prática e capacidade técnica para executar ações sociais. Para isso, é importante saber apresentar dados concretos, resultados alcançados e uma descrição clara do público que será beneficiado. • Sobre a capacidade técnica: Quanto aos dados, seriam números e informações que mostrem a atuação da organização de forma objetiva. Por exemplo: “Nos últimos 12 meses, atendemos 250 crianças em situação de vulnerabilidade social em oficinas de reforço escolar e convivência, com uma média de 20 horas mensais de atividades.” Dica prática: Inclua dados sobre número de beneficiários, voluntários, eventos realizados, parcerias firmadas, quantidade de refeições servidas, atendimentos realizados, entre outros. • Resultados: Já os resultados, vão além dos números, são os efeitos positivos gerados pelas ações da entidade. Mostram impacto social. Por exemplo: “Após 6 meses de acompanhamento no projeto de reforço escolar, 78% das crianças atendidas apresentaram melhora no desempenho escolar e 90% aumentaram sua frequência às aulas.” Dica prática: Use indicadores de impacto sempre que possível: taxas de sucesso, relatos de beneficiários, melhorias em indicadores sociais (como saúde, educação, renda etc.). • Público beneficiado: A descrição do público consiste em detalhar o perfil das pessoas que sua entidade atende. Quanto mais específico e alinhado ao edital, melhor. Por exemplo: “Nosso público-alvo são adolescentes de 13 a 17 anos, moradores da periferia de Vitória (ES), em situação de vulnerabilidade social e risco de evasão escolar.” Dica prática: Informe idade, gênero (se for o caso), faixa de renda, localização geográfica, contexto social, entre outros. Se possível, inclua também como essas pessoas chegam até o projeto (por demanda espontânea, encaminhamento da rede pública, seleção etc.). E ainda, se a parceria exige Plano de Trabalho, não deixe de definir indicadores claros, cronograma e orçamento realista — alinhado às exigências do edital. Apresentar todas essas informações com clareza e objetividade fortalece a credibilidade da sua organização perante o poder público e aumenta as chances de aprovação nos editais. E se precisar de ajuda para organizar esses dados e estruturar sua proposta, a Luminus está pronta para ajudar 😉 Dicas para ser bem-sucedido Entenda os critérios de seleção, com foco nas metas, público e metodologia. Destaque resultados anteriores, mostrando seu histórico de execução e impacto social. Apresente um plano atualizado com cronograma, equipe e parcerias complementares. Tenha atenção aos detalhes formais, tais como: documentos, assinaturas, prazos, exigências de arquivo (PDF correto, tipologia, tamanho etc.). Casos reais no Espírito Santo No Espírito Santo, a SETADES tem firmado termos de fomento com entidades locais para ações como defesa de direitos, inclusão social e apoio a pessoas com deficiência — como nos exemplos recentes da Federação Pestalozzi, ADEFIL e APAE, com recursos entre R$ 39 mil e R$ 70 mil (fonte: SETADES – Termos de Fomento nº 162/2024 e 133/2024). Esses casos mostram que OSCs capixabas vêm obtendo sucesso com convênios bem estruturados, sinal de que, com um pouco de dedicação e organização, a sua entidade também pode ser beneficiada. Acredite! Quer saber mais sobre sustentabilidade no terceiro setor? Vale revisar nosso artigo anterior aqui no blog sobre sustentabilidade em OSCs: Como sua organização do 3º setor pode se tornar sustentável (clique para ler)  Planejamento e clareza estratégica podem

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Como Sua Organização do 3º Setor Pode se Tornar Sustentável

No cenário atual, a sustentabilidade é um dos maiores desafios enfrentados pelas organizações do terceiro setor. Manter projetos sociais ativos e garantir um impacto contínuo exige planejamento estratégico, diversificação de recursos e uma gestão eficiente. Muitas dessas instituições dependem de doações e financiamentos públicos ou privados, o que pode torná-las vulneráveis a crises econômicas e mudanças de prioridade dos doadores. Além disso, a falta de estrutura e conhecimento sobre modelos de gestão sustentáveis pode comprometer a continuidade das atividades. Neste guia, você aprenderá estratégias práticas para fortalecer sua organização, garantindo sua sustentabilidade financeira e operacional. Vamos explorar formas de diversificar fontes de receita, otimizar o uso da tecnologia, engajar comunidades e estabelecer parcerias estratégicas para que sua instituição prospere a longo prazo.   O Que Significa Sustentabilidade no Terceiro Setor? A sustentabilidade no terceiro setor vai além da captação de recursos financeiros. Trata-se da capacidade de uma organização manter suas atividades de forma contínua, eficiente e com impacto duradouro na sociedade. Para isso, é essencial equilibrar três pilares fundamentais: financeiro, social e ambiental. Sustentabilidade financeira: Garantir receitas diversificadas, reduzindo a dependência exclusiva de doações e financiamentos pontuais. Modelos como geração de renda própria, parcerias estratégicas e investimento em captação digital podem fortalecer a estabilidade da organização. Sustentabilidade social: Criar conexões fortes com a comunidade, garantindo engajamento, transparência e apoio contínuo. Organizações que desenvolvem programas autossustentáveis e envolvem voluntários de forma estratégica tendem a se manter ativas por mais tempo. Sustentabilidade ambiental: Reduzir impactos ecológicos e adotar práticas responsáveis, como reaproveitamento de materiais, redução de desperdícios e uso consciente dos recursos naturais. Esse pilar também pode ser um diferencial para atrair apoio de empresas comprometidas com responsabilidade ambiental. Exemplos de Sucesso Diversas organizações no Brasil têm adotado estratégias inovadoras para alcançar a sustentabilidade. No Espírito Santo, destaca-se o Instituto Últimos Refúgios, uma Organização da Sociedade Civil (OSC) pioneira na conservação ambiental e cultural relacionada à natureza. Eles desenvolvem projetos ambientais, sociais e culturais que promovem uma relação mais equilibrada entre as pessoas e a natureza. Em âmbito nacional, o WWF-Brasil é reconhecido como uma das melhores ONGs na categoria meio ambiente. A organização implementa projetos de conservação e sustentabilidade em todo o país, buscando soluções inovadoras para os desafios ambientais. Além disso, o Instituto Lixo Zero Brasil (ILZB) promove a conscientização e implementação de práticas de desperdício zero, incentivando empresas e comunidades a adotarem modelos sustentáveis de gestão de resíduos. Essas organizações exemplificam como estratégias inovadoras podem contribuir para a sustentabilidade no terceiro setor, garantindo impacto positivo e duradouro na sociedade. Construir um modelo sustentável exige planejamento e adaptação, mas é essencial para garantir que sua organização continue gerando impacto positivo na sociedade. Nos próximos tópicos, veremos estratégias práticas para alcançar essa sustentabilidade.   Fontes de Financiamento e Diversificação de Receitas Para que uma organização do terceiro setor se torne sustentável, é fundamental diversificar suas fontes de financiamento. Contar com apenas uma única forma de receita pode ser arriscado e comprometer a continuidade dos projetos. Aqui estão algumas estratégias eficazes para garantir estabilidade financeira: Captação de Recursos por Meio de Doações Individuais e Recorrentes As doações individuais são uma das principais formas de financiamento para muitas ONGs. Para maximizar essa fonte de receita, é essencial: Criar campanhas de arrecadação que sensibilizem e engajem o público. Estabelecer programas de doação recorrente, oferecendo benefícios como atualizações exclusivas e transparência nos gastos. Utilizar plataformas digitais para facilitar as doações, como sites próprios, aplicativos e redes sociais. Fizemos um post interessante em nossa página do Instagram que traz 5 sugestões de estratégias para captação de recursos para sua entidade (confira clicando aqui e aproveite pra nos seguir). Parcerias com Empresas e Financiamento por Editais e outras formas de Subsídios Empresas privadas e organismos nacionais e internacionais oferecem apoio financeiro para projetos sociais, ambientais e educacionais. Para captar esses recursos, sua organização pode: Estabelecer parcerias estratégicas com empresas que tenham valores alinhados com a causa. Buscar editais públicos e privados que ofereçam financiamento para organizações do terceiro setor. Construir propostas bem estruturadas, destacando o impacto social do projeto e os benefícios para os investidores sociais. Modelos de Negócios Sociais e Geração de Renda Própria Uma maneira inovadora de alcançar a sustentabilidade é criar modelos de negócios que gerem receita própria. Algumas opções incluem: Desenvolver produtos ou serviços relacionados à causa e vendê-los para o público. Criar programas de capacitação pagos para empresas ou comunidades. Implementar projetos de economia solidária, como cooperativas ou negócios de impacto social. Ao combinar essas estratégias, as organizações do terceiro setor podem fortalecer sua sustentabilidade financeira e garantir que seus projetos continuem impactando positivamente a sociedade a longo prazo.   Uso Estratégico da Tecnologia e do Marketing Digital A tecnologia e o marketing digital são aliados poderosos para a sustentabilidade das organizações do terceiro setor. Uma presença digital bem estruturada pode ampliar o alcance da instituição, fortalecer sua credibilidade e facilitar a captação de recursos. Importância de um site institucional e presença digital forte Ter um site institucional profissional é essencial para transmitir confiança a doadores, voluntários e parceiros. Além de apresentar a missão e os projetos da organização, ele pode incluir áreas para doações online, depoimentos de beneficiados e transparência financeira. Estratégias de engajamento nas redes sociais e e-mail marketing As redes sociais são ferramentas valiosas para criar conexões com o público e aumentar a visibilidade da instituição. Publicações estratégicas, campanhas interativas e o uso de storytelling ajudam a engajar seguidores e transformá-los em apoiadores ativos. Além disso, o e-mail marketing permite manter um relacionamento próximo com doadores e voluntários, compartilhando atualizações, campanhas e impacto gerado. Crowdfunding e plataformas digitais para arrecadação de fundos O financiamento coletivo (crowdfunding) é uma alternativa eficaz para mobilizar recursos de forma ágil. Plataformas como Kickante, Catarse e Benfeitoria permitem que ONGs criem campanhas específicas e alcancem um público amplo. Além disso, ferramentas de doações recorrentes, como Apoia.se e Padrim, ajudam a garantir uma receita previsível e sustentável. Ao adotar estratégias tecnológicas e digitais, as organizações do terceiro setor podem fortalecer sua atuação, alcançar mais

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Entenda a Lei Complementar das Emendas Parlamentares e Torne Sua Entidade do Terceiro Setor Mais Sustentável

As emendas parlamentares são uma importante fonte de recursos para organizações do terceiro setor no Brasil. Elas permitem que deputados e senadores destinem parte do orçamento público para financiar projetos sociais, culturais, educacionais, de saúde, entre outros, que impactam diretamente comunidades carentes. Para que sua entidade aproveite essa oportunidade de forma eficaz, é essencial entender a Lei Complementar das Emendas Parlamentares e os requisitos necessários para acessar esses fundos.   O que são as Emendas Parlamentares? As emendas parlamentares são mecanismos legais por meio dos quais parlamentares destinam recursos do orçamento federal para ações específicas, com o objetivo de atender demandas locais ou regionais. No contexto do terceiro setor, as emendas podem ser direcionadas para iniciativas nas áreas de saúde, educação, cultura, esporte e assistência social.   A Lei Complementar das Emendas Parlamentares A Lei Complementar que regulamenta as emendas parlamentares foi criada para garantir maior transparência e eficiência na aplicação desses recursos. Entre as inovações mais importantes, destacam-se a obrigatoriedade da execução das emendas impositivas e o fortalecimento do acesso das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) a esses fundos. No entanto, para que sua entidade tenha acesso a esses recursos, ela precisa atender a critérios específicos de elegibilidade, transparência e conformidade fiscal.   Como as Emendas Parlamentares Podem Beneficiar Sua Entidade? As emendas parlamentares podem financiar uma ampla gama de projetos, desde a construção de infraestruturas até a implementação de serviços essenciais para a comunidade. Exemplos de projetos financiados com emendas incluem: Educação: Programas de alfabetização e capacitação profissional. Saúde: Aquisição de equipamentos médicos e campanhas de saúde pública. Cultura: Apoio a eventos culturais e restauração de patrimônios históricos. Assistência Social: Apoio a populações vulneráveis e programas de inclusão social. Além disso, ao acessar essas emendas, sua entidade pode ampliar seu impacto social, fortalecer sua estrutura e aumentar sua credibilidade. O acesso aos recursos públicos também permite a diversificação das fontes de financiamento, reduzindo a dependência de doações individuais ou privadas.   Requisitos para Elegibilidade Para acessar as emendas parlamentares, sua entidade precisa estar regularizada e cumprir requisitos legais, como ter um estatuto social atualizado, estar registrada no CNPJ, e possuir certidões negativas de débitos. Também é essencial que a organização tenha uma boa estrutura de gestão e governança, incluindo contabilidade regular e um plano de trabalho detalhado para os projetos a serem financiados.   Como Preparar Sua Entidade para Solicitar Emendas Parlamentares? O primeiro passo é garantir que sua entidade esteja em conformidade com todas as exigências legais. Isso inclui a atualização da documentação, a implementação de boas práticas de gestão e a capacitação da equipe para entender e cumprir as regulamentações. Além disso, é importante estruturar projetos de forma clara, com objetivos bem definidos, orçamentos detalhados e um plano de impacto social.   Passo a Passo para Solicitar Emendas Identifique parlamentares alinhados com sua causa: Busque deputados e senadores que apoiem temas relacionados ao seu trabalho e estabeleça uma comunicação constante com eles. Apresente projetos bem estruturados: Um projeto bem detalhado e com objetivos claros transmite profissionalismo e aumenta as chances de aprovação. Desenvolva um plano de impacto social e sustentabilidade: Mostre como seu projeto pode gerar impacto duradouro nas comunidades atendidas. Acompanhe o processo: Mantenha contato com os parlamentares e órgãos responsáveis para monitorar a aprovação e liberação dos recursos.   Diversificando Fontes de Receita Embora as emendas parlamentares sejam uma fonte importante de recursos, é crucial que sua organização diversifique suas fontes de financiamento. Isso pode incluir parcerias com empresas, doações individuais, editais de licitação para recursos de fundações privadas ou públicas que apoiam projetos alinhados às suas áreas de atuação e missão institucional, e a criação de projetos que gerem receita própria, como cursos e eventos.   Conclusão Entender a Lei Complementar das Emendas Parlamentares e seguir os passos necessários para acessar esses recursos pode ser decisivo para a sustentabilidade de sua entidade do terceiro setor. Com planejamento, transparência e uma boa gestão, sua organização pode potencializar o impacto de suas ações, transformar realidades e conquistar recursos que garantam o fortalecimento e a continuidade de seus projetos. Formalize sua entidade e aproveite as oportunidades de financiamento público para ampliar o impacto da sua causa! Nós podemos de ajudar. Fale conosco agora mesmo.

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